• André Zenobini

Crítica de Filme: IT – Capítulo II

Assistimos no último final de semana o interminável IT – Capítulo II com suas quase três horas de duração. A começar por aí, a decisão de diretor Andy Muschietti de contar a história de cada um dos personagens de forma separada torna o filme extremamente cansativo haja vista que ele faz isso por duas vezes. A primeira antes do grupo se reunir e depois de reunidos novamente há uma separação.



A história do Capítulo II se passa 27 anos depois dos eventos de "It - A Coisa", Mike (Isaiah Mustafa) percebe que o palhaço Pennywise (Bill Skarsgard) está de volta à cidade de Derry. Ele convoca os antigos amigos do Clube dos Otários para honrar a promessa de infância e acabar com o inimigo de uma vez por todas. Mas quando Bill (James McAvoy), Beverly (Jessica Chastain), Ritchie (Bill Hader), Ben (Jay Ryan) e Eddie (James Ransone) que retornam às suas origens.


Como a passagem de tempo é muito grande, o diretor precisou fazer a conexão entre os personagens adultos e as versões infantis para que o público pudesse entender quem é quem. Esse é o primeiro momento em que cada uma das histórias é contada de forma individual. Após isso, quando acreditas que o filme vá iniciar eles partem solitários para uma busca pessoal em sua cidade natal. Ou seja, precisamos acompanhar novamente cada uma das histórias antes de ver o grupo enfrentar o palhaço Pennywise.


Como um filme de Terror, há muita situação engraçada que acaba tornando o resto do filme em uma infinita tentativa de te assustar. Carregado em efeitos especiais toscos e monstros transfigurados, os sustos não se sustentam por muito tempo. O próprio fantasma Pennywise aparece de diversas formas sem muita chance de algum susto a quem está no cinema.


A interpretação de Bill Skarsgard nos poucos momentos bons de Pennywise é louvável, mas insuficiente para termos um bom filme. Quanto aos demais personagens, muito mais poderia ter sido explorado, principalmente, com o grupo reunido, mas foi tudo que ficou em segundo plano. O Clube de Otários sempre funcionou unido, quando um completava o outro e assim, tínhamos um filme relativamente bom.


Talvez uma das melhores sequências do filme, seja realmente de Beverly, interpretada por Jessica Chastain que contracena com uma simpática senhora em seu antigo apartamento. O tom cômico da cena supera em muito a parte assustadora. Contudo, a cena foi utilizada a exaustão no trailer e a parte “assustadora” deva ter sido trocada pela comédia já que os efeitos visuais são deploráveis.


Se você quer conferir a história do final de Pennywise reforce bastante a pipoca e o refrigerante, pois os momentos de tédio são muitos ao longo do decorrer do filme. Só recomendamos se você não tiver nenhum outro para assistir antes.

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