• André Zenobini

Crítica de Filme - Pokémon: Detetive Pikachu



Pokémon: Detetive Pikachu chega aos cinemas brasileiros como o maior lançamento da franquia nos últimos anos. Depois do filme “Eu escolho você”, animado, que passou em poucas salas do território nacional, a franquia agora apresenta um live-action que não decepciona e abre um imenso mundo de possibilidades para novos filmes. É uma trama simples, redonda e que entrega um universo diferenciado a quem está assistindo.


Primeiro que é importante lembrar que Pokémon surgiu como um jogo de game-boy e depois foi adaptado como um animê japonês. Inclusive, a versão televisiva mundialmente conhecida já apresenta um universo totalmente paralelo aquilo que ocorre nos jogos da franquia. No cinema, mais ainda, Pokémon possui diversos filmes com os heróis originais do animê e depois os esquece com histórias paralelas aos eventos do famoso Ash Ketchum, o personagem principal do animê.

E é exatamente assim que Detetive Pikachu chega aos cinemas nacionais. Baseado em um dos jogos da franquia, o filme além de não se espelhar fielmente na história do jogo também busca no animê muitas de suas principais referências. O encontro com o expectador e as principais reações partem exatamente quando o filme encontra no desenho suas lembranças.

Para quem não sabe, Pokémon virou mania no Brasil nos anos 2000, sendo apresentado pela primeira vez pelo programa da Eliana na TV Record na tevê aberta e pelo Cartoon Network, na TV fechada. Perdeu força ao longo dos anos, até o lançamento da plataforma Pokémon GO, um aplicativo para celular que permite caçar os personagens da franquia em qualquer cidade do Brasil e do mundo.


Mas e o filme? Detetive Pikachu é uma das melhores experiências da franquia no cinema. Muito mais pelas oportunidades que abre do que pela obra cinematográfica. Com efeitos especiais muito bem feitos, o filme consegue dar vida aos monstrinhos de forma muito realista e isso o torna tão interessante. Perde a linha infantil e ganha o público adolescente-adulto. Detetive é muito mais uma obra para fãs da franquia do que eventualmente novos fãs infantis.

Inclusive, há muitas ressalvas a se fazer antes de levar uma criança ao cinema para ver este filme. É necessário que o pai/mãe esteja do lado para explicar muitas das referências irônicas trazidas pelos personagens, sejam humanos ou na voz de Pikachu. O roteirista Alex Hirsch e o diretor Rob Lettermannão perderam a oportunidade que tiveram de contar com um Ryan Reynolds que brinca no papel de Deadpool. Sim, vemos um Pikachu sedento por café, esquecido de seus feitos e que fala muito, muito mais do que em qualquer outro momento.

Justice Smith, no papel do jovem Tim, se sai muito bem no papel. Sua negação ao mundo harmonioso entre humanos e pokémons é bem construída, embora rapidamente explicada, acaba tendo um lado afetivo interessante. Embora a correria não permita que muitas questões sejam aprofundadas, o personagem consegue completar seu ciclo de forma especial.


As milhares de referências ao animê mostram que é possível estarmos assistindo ao primeiro de muitos live-actions da franquia. Pokémon não é uma nostalgia dos anos 90, é um complexo mundo que vive muito forte no continente asiático e respinga ainda muitas novidades no Brasil.

Por fim, ressalto que os efeitos especiais, principalmente na construção dos pokémons no mundo real não deixam nada a desejar e passam uma realidade bastante interessante. Claro, Detetive Pikachu é um ótimo filme para os fãs da saga como também serve bem a um público juvenil-adulto interessado em algo de ficção que misture suspense, ação, aventura e comédia. Ninguém perderá tempo num sala de cinema ao assistir o filme.


Aos olhos de um fã, é um filme 4 de 5 estrelas. Para alguém que não seja fã da franquia talvez um 3 de 5. Mas vale a pena!

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